domingo, 25 de janeiro de 2009

Elfos


Foram-se indo ao horizonte
Lá cruzando os rios e depois dos montes
Nas densas brumas sem seus amores
Com grandes fardos, fadados a dores.

Não iam com lagrimas nem a perjurar
Só não tinham a coragem de atrás olhar
Iam embora deixando pra sempre
Seu lindo sorriso, tão doce e contente.


E com o passar das noites e luas, foram indo ainda mais longe
Muito depois dos rios e dos montes
Foram para depois das mentes dos homens
E dos seus frios corações empedernidos



Foram esquecidos pelo poeta e o bardo
Pela donzela e seu apaixonado
Foram mal ditos nas lendas e mitos
E sequer foram contados aos garotos levados.



Foram esquecidos
Não foram lembrados
Foram traídos
Foram abandonados



Mas dentro dos bosques em todas as noites
E no coração das ninfas petrificadas (e apaixonadas)
Na mente das arvores desesperadas
E na boca dos insetos fieis e devotos


Não foram esquecidos, não foram traídos
Eram a intenção das mais fieis preces
Eram pedidos, sonhados, implorados
Por tristes cativos jamais atendidos


E no passar das eras na imponência dos homens
Quando as densas florestas forem derrubadas
Quando o ultimo arbusto estiver fenecido
Somente então terão sido esquecidos.


Em homenagem a Husayn Ahimed, meu eterno amor, inesquecível.